8 maus hábitos que atrapalham a alta performance de uma equipe de vendas

por | 18/04/2023 | Artigos

Uma das frases que as pessoas mais lembram nas minhas palestras é que uma das coisas mais inteligentes que você pode fazer na vida é parar de fazer bobagens.

As pessoas dão risada, balançam a cabeça, fazem sinal de positivo.

Isso, na verdade, surgiu quando eu estava tentando perder peso e comecei a tentar entender por que era tão difícil.

Descobri algo extremamente simples (pelo menos depois que descobri): de segunda a sábado eu era um exemplo de atleta. Comida perfeita, treino perfeito, tudo certo.

No domingo eu não treinava (menos gasto calórico) e comia bem mais do que o normal (almoço com amigos, geralmente).

Então eu perdia um pouco de peso seis dias por semana, ganhava tudo de volta no domingo.

Aí comecei a prestar mais atenção aos domingos e me ajudou imensamente. Sem grandes sacrifícios consegui resultados muito melhores. Menos força, mais inteligência.

Depois comecei a analisar as calorias que consumia.

• Café da manhã perfeito
• Manhã perfeita
• Almoço perfeito
• Lanche da tarde um desastre total (surpresa!)
• Jantar perfeito

Ou seja, fazendo um ‘Pareto calórico’, descobri que a maior parte do problema estava concentrado num simples hábito que tinha. Lanchinho das 4 da tarde era o ponto que precisava ser mexido. De novo, menos força, mais inteligência.

Obviamente nem tudo na vida é tão simples assim, mas você entendeu a lógica: eliminar causas da baixa performance invariavelmente melhora a performance. E é algo fácil, simples e rápido de colocar em prática.

Pela minha experiência em mentorias, as principais causas de baixa produtividade que encontro são:

1) Interrupções constantes que matam o flow e o foco. Algumas vezes essas interrupções são de fora e difíceis de controlar, mas muitas vezes a própria pessoa criou o hábito (ou o vício) de se auto-interromper (para checar mídias sociais, mensagens, etc.).

2) Multitasking – ou fazer 2 ou 3 coisas ao mesmo tempo. Já existem uns 250 estudos mostrando que a pessoa fica menos competente e menos eficiente em tudo que está fazendo e, ao mesmo tempo, ela acha que está sendo mais produtiva. Não está. Faça uma coisa, depois faça outra. A qualidade aumenta e o tempo diminui. Fazer multitasking achando que está economizando tempo provoca justamente o contrário.

3) Postergar e enrolar para fazer algumas coisas. Eu tenho uma regra que chamo de ‘regra dos 2 minutos’. Não lembro onde aprendi, mas é assim: se leva menos de 2 minutos, eu faço ali, na hora, e já resolvo. Isso é ainda mais importante para líderes, que acabam virando gargalos nas suas equipes. E se tem algumas coisas que demoram mais, separe na agenda tempo para lidar com isso sem ficar jogando tudo para depois ou para amanhã. A maioria das pessoas tem um ‘hoje’ bagunçado porque ‘ontem’ essa mesma pessoa, ao invés de resolver, jogou para a frente o pepino. A melhor maneira de tratar bem e ajudar seu “eu amanhã” é resolvendo HOJE.

4) Falta de planejamento. Se você me acompanha sabe que sempre repito que 15’ de planejamento equivalem a 2 horas a mais de produtividade. Quanto menos tempo você tem, mais precisa se organizar e planejar. Lembre: planejamento = menos força, mais inteligência.

5) Não desconectar. Esta é uma versão moderna e eletrônica do ‘multitasking’. A pessoa leva trabalho para casa, o trabalho invade todos os espaços e horários, a pessoa não consegue desconectar. Por não desconectar, acaba não conseguindo recarregar também. Em alguns períodos da vida esse trabalho intenso é necessário, mas se vira padrão acaba levando ao desgaste: físico, mental, emocional e até de relacionamentos.

6) Medo e insegurança. Tenho falado muito sobre isso ultimamente e até fiz um webinário sobre Coragem. Medo é sinal de alerta em relação a um perigo. É um grande conselheiro, mas péssimo decisor. Viver em insegurança é extremamente desgastante e estressante. Naturalmente existem situações que precisamos prevenir, mas a grande verdade é que a maior parte dos medos e inseguranças é CRIADA (internamente, pela própria pessoa). Medo, no fundo, é storytelling – uma história que nos contamos com uma projeção mental negativa do futuro. Precisamos então mudar a história sendo contada. O assunto obviamente rende muito, mas o resumo é: enquanto o medo trabalha para maximizar o perigo e minimizar sua percepção do seu próprio potencial de lidar com o perigo, coragem é justamente o contrário. Medo e insegurança levam à paralisia, que leva à baixa performance. Exercite a coragem para quebrar esse ciclo.

7) Perfeccionismo. Perfeccionismo é, no fundo, um tipo de medo. Medo de que, se não formos perfeitos, vamos ser criticados e ridicularizados – por nós mesmos (com nossas vozinhas críticas internas) ou por pessoas à nossa volta. Aqui temos, de maneira muito rápida e resumida, 3 conceitos para trabalhar:

  • Assumir sua vulnerabilidade (leia os livros da Brené Brown sobre isso);
  • Entender o conceito do wabi sabi, expressão japonesa que significa enxergar a beleza da imperfeiçã/
  • 1>0, que é minha maneira de lidar com isso. Estou em ZERO, queria estar em 10. Se penso que 10 é muito difícil, já desisto. Mas 1 eu consigo. Então por que não focar no 1? 1>0. (E depois 2, 3, até chegar ao 10, um passo por vez).

8) Comparisionite. Encontrei este termo outro dia e adorei. Comparisionite é uma inflamação causada por você se comparar com os outros e se sentir diminuído/a, frustrado/a, com raiva ou inveja. No fundo, resume-se a ter sentimentos negativos em relação ao sucesso dos outros, sem entender a jornada dessas pessoas, o preço que pagaram, o que tiveram que fazer e passar para estarem onde estão. Use o sucesso dos outros como INSPIRAÇÃO, como motivação, como mais uma alavanca para seu sucesso. Se eles conseguiram, por que você não? É só uma questão de tempo, de dedicação e de melhoria contínua. Mas fuja da comparisionite. Não se compare com os outros. É sua jornada. Aprenda com os outros, inspire-se nos outros, não se compare. Cada um de nós está construindo sua própria história. Faça o que você pode fazer, do melhor jeito que puder fazer, com o que tem disponível. Sem comparisionite.

Isso é o que eu tinha para você hoje. Espero que ajude a ser mais inteligente.

Abraços 1>0,

Raul Candeloro
Diretor

P.S. Se tiver interesse que eu, Marcelo Caetano ou alguém da nossa superequipe de melhores treinadores de vendas do Brasil desenvolva esses assuntos com a sua equipe, entre em contato com Jean: jean@vendamais.com.br.

P.S. Tenho um workshop+mentoria chamado Alpha, em que aplico conceitos de alta performance para cinco áreas específicas: prospecção, conversão de oportunidades, venda de mix/aumento de tícket médio, pós-não vendas e reativação de inativos. Fazemos pesquisa com a equipe, reunião de mentoria com liderança e gestores e depois workshop com a equipe. É um trabalho bem completo e 100% prático. Cada vendedor termina com um plano de ação claro sobre oportunidades de vender mais e superar suas metas. Caso tenha interesse, é só avisar.

E-zine VendaMais

E-zine VendaMais

Assine a Newsletter E-zine VendaMais e receba semanalmente conteúdos gratuitos sobre gestão de vendas e alta performance.

Pin It on Pinterest